Um comentário que merece destaque

Muito boa noite.
Este meu comentário é uma espécie de dois em um, pois tem como destinatários a Mariana e o António Pedro!
Gostei também eu muito de assistir à adaptação do romance queirosiano pela companhia de ETCetera. Mas muito mais gostei destas vossas apreciações críticas, tão bem conseguidas, quer do ponto de vista formal (linguístico-discursivo), quer ao nível do conteúdo, quer em espírito crítico!
Há, de facto, aqui muito “suminho” e do bom! Muita informação pertinente com eficácia argumentativa, reveladora também de uma viagem vossa feita de/por (já) muitas páginas desse fabuloso romance, que é também crónica de costumes…
Subscrevo completamente o comentário da Mariana feito à interpretação apagada da “deusa de passo solene”, Maria Eduarda.
Já do António Pedro realço esta frase “O grupo recorre às personagens Carlos e Ega, dando-lhes alguma “liberdade” para narrarem acontecimentos do seu ponto de vista pessoal.”, pois esta forma de narrar, este narrador que nasceu das personagens torna-se muito mais intimista, promovendo uma iteração mais próxima com o público, que se vê, assim, testemunha, companheiro das peripécias vividas pelas personagens. O António percebeu a dinâmica em palco e as potencialidades desta estratégia narrativa.
Meus jovens, desejo-vos tudo de bom… E continuem a escrever assim!
beijinho,
IA
PS: Claro, se eu fosse Dâmaso Salcede, diria que os vossos textos são “chic” a valer!

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