Uma visita a’Os Maias

No dia 22 de fevereiro, a Escola Secundária de Gondomar proporcionou uma visita ao teatro no Auditório de Gaia para assistir à peça ” Os Maias “, retratando episódios essenciais da obra homónima de Eça de Queirós.
O público deste espetáculo foram alunos do 11º ano. Enquanto os atores desempenhavam os seus papéis, ouviam-se risos e comentários de agrado de quem assistia. A minha preferência inclinou-se para a personagem João da Ega já que, na minha opinião, o empenho do ator foi notável e o seu bom humor impossível de ignorar. No entanto, não deixei de reparar na personagem importantíssima de Carlos da Maia. Este segundo ator foi também dedicado e a sua atuação chamativa. Dâmaso, como esperado, arrancou sorrisos até mais não e algo que penso que não deve ser esquecido é o facto de o ator que representou esta personagem, já tão complexa, ter desempenhado mais dois papéis, sendo estes o de avô de Carlos e o de suposto marido de Maria Eduarda, e todos eles com sucesso.
De menos bom tenho apenas a apontar que me senti de certa forma desiludida com a prestação da atriz responsável pela belíssima Maria Eduarda, pois achei que poderia ter sido muito mais expressiva e intensa.
Adoraria assistir a mais peças realizadas pela companhia de teatro et7ra e noto que esta atividade me ajudou a melhor compreender a obra Os Maias de uma forma apelativa e divertida.

Mariana Dinis, 11 8

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2 thoughts on “Uma visita a’Os Maias

  1. Muito boa noite.
    Este meu comentário é uma espécie de dois em um, pois tem como destinatários a Mariana e o António Pedro!
    Gostei também eu muito de assistir à adaptação do romance queirosiano pela companhia de ETCetera. Mas muito mais gostei destas vossas apreciações críticas, tão bem conseguidas, quer do ponto de vista formal (linguístico-discursivo), quer ao nível do conteúdo, quer em espírito crítico!
    Há, de facto, aqui muito “suminho” e do bom! Muita informação pertinente com eficácia argumentativa, reveladora também de uma viagem vossa feita de/por (já) muitas páginas desse fabuloso romance, que é também crónica de costumes…
    Subscrevo completamente o comentário da Mariana feito à interpretação apagada da “deusa de passo solene”, Maria Eduarda.
    Já do António Pedro realço esta frase “O grupo recorre às personagens Carlos e Ega, dando-lhes alguma “liberdade” para narrarem acontecimentos do seu ponto de vista pessoal.”, pois esta forma de narrar, este narrador que nasceu das personagens torna-se muito mais intimista, promovendo uma iteração mais próxima com o público, que se vê, assim, testemunha, companheiro das peripécias vividas pelas personagens. O António percebeu a dinâmica em palco e as potencialidades desta estratégia narrativa.
    Meus jovens, desejo-vos tudo de bom… E continuem a escrever assim!
    beijinho,
    IA
    PS: Claro, se eu fosse Dâmaso Salcede, diria que os vossos textos são “chic” a valer!

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