Visita de estudo ao teatro

No dia 19 de janeiro de 2016, os alunos do décimo segundo ano foram ao Auditório Municipal de Gulpilhares ver a peça de teatro “Império”, que foi representada pela companhia de teatro ETCetera. Nesta representação, participaram três atores que assumem como personagens estudantes do décimo segundo ano. Estes participam em dois “programas”, nomeadamente, o “Achas que sabes rimar” e “A favor e ao contrário”, nos quais discutem semelhanças e diferenças entre a Mensagem de Fernando Pessoa e Os Lusíadas de Luís de Camões. Os atores, de forma cómica, apresentam argumentos contra e a favor dos possíveis paralelismos entre as obras.
Esta peça de teatro foi bastante importante para percebermos melhor as semelhanças que existem entre as duas obras, em particular a motivação dos atores na sua conceção, nomeadamente, escrever os feitos e dimensões do povo português. A pouco tradicional abordagem do tema, através da comédia e da interação com o público, estimulou o nosso interesse, permitindo-nos compreender, de forma divertida, a ligação entre os dois escritores. Estimulou-nos igualmente a refletir sobre o tema e objetivos destas epopeias.
Em suma, foi uma visita de estudo bastante produtiva e única, pois compreendemos melhor estas duas abordadas de pontos de vista diferentes dos trabalhados em sala de aula.

Bruna Pereira, 12º 1

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Dois poetas, um império

 Auditório Municipal de Gulpilhares, destino ao qual nos encaminhámos para a visualização da peça denominada “Império” realizada pela companhia de teatro Etecetera.

Esta representação foi baseada num certo critério: Pessoa imitou Camões? Sim ou não? Com esta ideia assente, os atores, baseando-se na comédia e na interação com o público, foram capazes de responder à questão de forma criativa e cativante para a audiência, referindo-se a ela como “gaivotas”. Esta aproximação à comédia, apesar de por vezes forçada, facilitou a compreensão das duas obras estudadas pelos alunos, Mensagem e Os Lusíadas. Durante a comparação das epopeias, foram também referidos poemas de ambas, tais como: “O Mostrengo”, “O 5º Império”,”Mar português” e algumas estâncias de Os Lusíadas, como, por exemplo, o episódio da história de Inês de Castro.

Apesar de o estilo cómico ter sido produtivo, quando levado ao extremo , tornou-se numa distração, o que prejudicou a melhor compreensão da obra, o que foi evidenciado, durante a recitação dos poemas anteriormente referidos.

Mesmo havendo aspetos negativos, os positivos prevalecem, o que faz com que esta peça seja uma mais-valia para a aprendizagem dos jovens portugueses.
Celso Castro e João Pinto, 12º 3

Um dia diferente…

No âmbito da disciplina de Português, os alunos do décimo segundo ano deslocaram-se ao auditório de Gulpilhares com a finalidade de assistir à peça de teatro “Império”, representada pela companhia Etecetera.
O espetáculo decorreu num cenário simples, mas bastante ilustrativo. Relativamente às três personagens, Bia, Tomás e Miguel, estas partilharam connosco um bom humor que nos despertou o interesse logo nos primeiros momentos. Cativaram-nos através da sua expressividade e cumplicidade, não só entre eles, como também com as “gaivotas da praia” que era o público. Contudo, verificámos uma certa monotonia em relação à variedade de personagens.
Um dos aspetos positivos foi o recurso a programas televisivos conhecidos, embora com ligeiras alterações: “A favor e ao contrário” e “Achas que sabes rimar?”
Apesar da boa recolha de obras dos poetas, Luís Vaz de Camões e Fernando António Pessoa, o que nos mostrou o estudo prévio das respetivas obras por parte dos atores, foi notória uma perspetiva superficial no que se refere à abordagem do conteúdo dos livros.
Um ponto menos favorável foi o uso do projetor num período longo que tornou umas das primeiras cenas confusas e pouco atrativas ao olhar do espectador.
Assim, de um modo geral, foi uma encenação bem estruturada e que superou muitas das nossas expectativas. Conseguiram criar uma ligação entre os aspetos fundamentais e os momentos de boa disposição, detalhes que deram uma outra dimensão à peça.

Rita Santos e Rita Mendonça, 12º 1

Apreciação crítica sobre a peça “Império”

Um espetáculo imperial
No dia 19 de janeiro de 2016, foi realizada uma visita de estudo a Gulpilhares, tendo os alunos assistido a uma representação pela companhia Etcetera Teatro, intitulada “Império”.
Após a entrada no auditório, os estudantes observaram, no palco, dois separadores de madeira e um projetor, sendo cada um dos primeiros representante de dois poetas: Luís de Camões e Fenando Pessoa; no segundo, ao longo da peça, foram projetadas diferentes palavras relacionadas com o tema. Também foram incluídos elementos caracterizadores dos poetas, tais como uma oala, coroa, gola, óculos, e chapéu.
Por outro lado, os atores, que encarnavam as personagens Beatriz, Tomás e Miguel, agiam com naturalidade e assumiam diferentes papéis rapidamente, contribuindo para o bom ritmo da representação.
Num outro patamar, o trabalho cénico começou pela tentativa de interpretação do poema “O Quinto Império”, que desencadeou a comparação entre a obra Os Lusíadas e Mensagem.
Um dos aspetos comparativos abordados foi a perspetiva da mulher segundo os dois poetas: enquanto que para Camões, aquela representa a recompensa pelos feitos dos portugueses (“ilha dos Amores”), para Fernando Pessoa é aquela que gera os heróis no seu ventre.

O simbolismo dos números representativos da Terra e do Céu (2 e 3, respetivamente) e a união destes que origina o Quinto Império (2+3=5).
Em suma, os alunos foram cativados principalmente pela recorrência à comicidade, envolvendo o público, muitas vezes através do apelo ao aplauso. Também foi revelada uma extrema originalidade na comparação entre os dois poetas, nomeadamente através do debate, programa televisivo e julgamento. Foi, de facto, uma experiência a repetir.

Sofia Silva e Daniel Cardoso, 12º 3

Ida ao Teatro
No dia 19 de janeiro, deslocámo-nos ao auditório de Gulpilhares para assistir à peça “Império” baseada nas obras Mensagem e Os Lusíadas de Fernando Pessoa e Luís Vaz de Camões, respetivamente.
Esta peça, realizada pela companhia Etcetera, foi interpretada por 3 jovens atores profissionais que faziam o papel de adolescentes que se preparavam para uma apresentação oral sobre “O Quinto Império”, poema de Fernando Pessoa.
Apesar de o cenário ser modesto, era extremamente versátil, pois adaptava-se a diferentes situações.
A Bea, o Tomás e o Miguel formavam um trio de adolescentes e abordaram o tema de uma forma divertida e dinâmica, o que possibilitou uma melhor compreensão por parte dos espetadores. Os debates e concursos “criados” foram uma excelente estratégia de passar a mensagem ao público. O grupo dos três jovens desempenharam o papel de várias personagens e, por exemplo, o Miguel fez de Camões no tribunal e de apresentador do programa “A favor ou ao contrário”.
A interação do grupo teatral com o público, na nossa opinião, foi suficiente e, no final, remataram com um tempo para responderem às nossas questões.
O espetáculo foi uma forma divertida de simplificar as diferenças entre Os Lusíadas e Mensagem e de os alunos aumentarem a vontade de trabalhar as duas obras.

Gonçalo Alves
Tiago Rocha
Ricardo Filipe Leite
12º1

Alarguemos o (im)possível “Império”

Dois séculos, duas epopeias, um espetáculo

No passado dia 19 de janeiro de 2016, o 12º ano da Escola Secundária de Gondomar realizou uma visita de estudo ao Auditório Municipal de Gulpilhares, para assistir à peça “Império” da companhia ETCetera Teatro.
A representação abordou duas obras diferentes e os respetivos autores: Os Lusíadas, de Luís de Camões, e Mensagem, de Fernando Pessoa. Ao longo da encenação, foi dado destaque a uma questão: “Será que Fernando Pessoa imitou Luís de Camões?”. Para responder a esta pergunta, as personagens Miguel, Beatriz e Tomás fizeram debates bastante produtivos e engraçados. Neste âmbito, foram “realizados= dois programas televisivos e um julgamento, em que os atores encarnavam os escritores mencionados. A conclusão extraída destes confrontos foi de que as epopeias camoniana e pessoana se baseiam na mesma fonte de inspiração: Portugal. Porém, as duas obras são completamente distintas.
Na minha opinião, a peça foi agradável, uma vez que causou muitos risos na plateia e aumentou os conhecimentos dos alunos relativamente às obras supra-referidas, nomeadamente através da leitura de vários dos seus excertos, como, por exemplo, a declamação do poema “Mar Português”.

Helena Gomes, 12º3