Romantismo em domingo de nevoeiro

Olá, meninos!

Como hoje o domingo foi de chuva e nevoeiro e os testes que estive a corrigir abordavam o Romantismo, fiz uma pausa, consultei o Farol das Letras,

http://faroldasletras.no.sapo.pt/

assim como pinturas do Romantismo, para partilhar convosco alguma da pesquisa. Espero que gostem.

 Rei_D._SebastiãoCristóvão de Morais

Sebastianismo

“Frei Luís de Sousa apresenta uma tese anti-sebastianista, embora todo o texto se desenvolva em torno desta temática. O regresso do passado destrói o presente e inviabiliza o futuro. A mensagem que Garrett deixa passar aos seus contemporâneos (então dominados pela ditadura de Costa Cabral) é a de que não nos podemos deixar dominar nem seduzir pelo passado, apenas o presente conta e o futuro deve ser alvo do nosso empenho”.

“Romantismo
O coração, a sensibilidade, a imaginação
O particular, o individual
O subjetivo, o pessoal
A melancolia, o abatimento
As sensações, a sensibilidade
O mistério, o sonho, a meditação
O cristianismo
O culto da Idade Média e dos tempos modernos
O popular, o pitoresco, a paisagem”

 
220px-Turner_-_O incêndio no Parlamento Turner   gaspar David Friedrich O pergrino sobre o marFriedrich   Souvenir_de_Mortefontaine_(Camille_Corot) Lembrança de Corot

E como as palavras também são o nosso objeto de estudo, vejamos este pequeno texto sobre

Linguagem e estilo no Romantismo

 “A língua e o estilo transformaram-se profundamente, enriquecendo-se em particular no domínio do adjetivo e da metáfora. A linguagem literária abandonou os artifícios expressivos de origem mitológica, verdadeiros tópicos da tradição literária dos séculos anteriores, já surrados e desprovidos de qualquer capacidade poética, ao mesmo tempo que se aproximava da realidade e da vida: «Sem renunciar à sintaxe e à disciplina poética, o romântico reagiu, em geral, contra a tirania da gramática e combateu o estilo nobre e pomposo, que considerava incompatível com o natural e o real, e defendeu o uso de uma língua libertada, simples, sem ênfase, coloquial, mais rica». Igual tendência para a liberdade se verificou no domínio da versificação.”

Aguiar e Silva, Vítor Manuel de, TEORIA DA LITERATURA, 4ª edição, Coimbra, Livraria Almedina, 1982
TurnTurner

Já conhecemos o exemplo de Frei Luís de Sousa. Vejamos agora um poema de Almeida Garrett que, para além da intensidade dos sentimentos, confirma, também, o que foi dito.

Cá para nós: Conseguem ver porquê?

Este inferno de amar
Este inferno de amar – como eu amo! –
Quem mo pôs aqui n’alma… quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
Que é a vida – e que a vida destrói –
Como é que se veio a atear,
Quando – ai quando se há-de ela apagar?
Eu não sei, não me lembra: o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um sonho talvez… – foi um sonho –
Em que paz tão serena a dormi!
Oh! que doce era aquele sonhar…
Quem me veio, ai de mim! despertar?
Só me lembra que um dia formoso
Eu passei… dava o sol tanta luz!
E os meus olhos, que vagos giravam,
Em seus olhos ardentes os pus.
Que fez ela? eu que fiz? – Não no sei;
Mas nessa hora a viver comecei…

In Folhas Caídas de Almeida Garrett
garrett

Depois deste poema tão romântico (literalmente), só me resta desejar-vos uma boa semana. Pelas previsões, já sem nevoeiro e com sol.

Será que, mesmo assim, persiste o espírito messiânico?

Um beijinho para todos.

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