Uma mais-valia

T 6
A peça de teatro realizada pela companhia Et7ra Teatro a que assistimos foi baseada na obra Os Maias de Eça de Queirós. Foi no âmbito do estudo deste romance que esta atividade foi dinamizada.
Relativamente aos atores, podemos referir que estes assumiam diferentes posturas de acordo com a sua personalidade, destacando-se o Ega e o Dâmaso Salcede com expressões características que se repetiam ao longo da peça como “gouvarinhar” – neologismo – e “chic a valer” – estrngeirismos. A excelente interação com o público demonstrou, também, a qualidade do seu trabalho, quebrando o ritmo da peça, o que fez com que duas horas de espectáculo não se tornassem monótonas. A Niniche, cadela (de peluche) de Maria Eduarda que foi atirada para o público, foi um momento inesperado que enriqueceu a peça.
Ao nível do vestuário e dos adereços,diversificados de acordo com a caracterização das personagens, destacam-se a indumentária exagerada e provocante da condessa de Gouvarinho, a aparência angelical de Maria Eduarda e o fato novo demasiado formal de Dâmaso, no episódio das corridas do Hipódromo. Os charutos, ao nível da peça, serviram para a tornar mais real, envolvendo-nos no enredo da história. Os cenários, apesar de não serem muito diversificados, eram de fácil associação aos espaços que pretendiam representar.
No decorrer da encenação, reparámos na fiel adaptação da obra não só a nível da intriga principal, mas também do vestuário e cenários. Contudo, revelava algumas diferenças, como por exemplo a descoberta da relação de Ega com Raquel, pelo Cohen, através de sonhos em voz alta da senhora Cohen e não por cartas enviadas pelos amantes, tal como no romance. O facto de ser Carlos a esquecer-se das queijadas na viagem a Sintra e não Cruges é um exemplo de outra divergência em relação à obra queirosiana. A introdução de expressões contemporâneas, como “I got a feeling” e “que violência”, provocando riso, tornou a peça divertida, captando a atenção dos espectadores.
Deste modo, a visão global do enredo principal da obra foi uma mais-valia para a sua compreensão, constituindo uma motivação para o seu estudo.

Ana Sofia Silva e Gonçalo Coutinho, 11º 3

Cá para nós: Qual é a classe da penúltima palavra do texto?

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