Para que Os Maias não desapareçam em árvore (da) seca!

Os MaiasPois é! Ao longo dos anos, perante a obra Os Maias, já ouvi tanta coisa. Este ano também não foi diferente:

O quê, ler um livro com mais de setecentas páginas? As descrições iniciais fazem-me sono! Eu leio os resumos! É uma seca, fogo! Estou a ler, mas demoro muito tempo. Quero ler, mas só depois dos testes.

E eu lá fui/vou dizendo: leiam, no mínimo, 50 páginas por dia e ficarão, em breve, mais entusiasmados. Verão que existem temas muito atuais, incluindo a visão de Portugal.

No final do primeiro período, propus um trabalho aos alunos, enviado para o mail da(s) turma(s).

A tarefa seria também facilitadora da compreensão da peça de teatro, adaptação de Os Maias, a ser visionada no dia 13 de fevereiro.

Assim, no final de janeiro, na aula prevista, cada aluno tirou à sorte uma tira com uma personagem.

A senhora Cohen
Afonso da Maia
As Silveiras
Brown
Caetano da Maia
Carlos da Maia
Castro Gomes
Conde de Gouvarinho
Condessa de Gouvarinho
Cruges
Dâmaso Salcede
Eusébio Silveira
João da Ega
Manuel Monforte
Maria Eduarda
Maria Eduarda Runa
Maria Monforte
Mélanie
Miss Sara
Mr de Guimarães
O Cohen
Palma Cavalão
Pedro da Maia
Rosa
Steinbroken
Tancredo
Tomás de Alencar
Vilaça

Em trabalho de pares, e em papel, foi desenvolvido o seguinte plano de texto para o trabalho escrito sobre Os Maias de Eça de Queirós – 45 m

1º parágrafo – Caracterização física e psicológica da personagem sorteada.
Ligação dessa personagem a duas outras com ela diretamente relacionadas.
Explicitação das relações existentes entre essas personagens (60/80 palavras).

2º parágrafo – Ligações específicas entre as personagens.
Explicitação de um espaço diretamente ligado a uma dessas personagens.
Descrição desse espaço (80/100 palavras)

3º parágrafo – Integração da personagem sorteada e do espaço escolhido na evolução da história (60/80 palavras).

Pedi, posteriormente, que, em  aula, fosse inserido o texto no blogue e ilustrado com uma imagem alusiva à personagem. O trabalho efetuou-se em pares, uma vez que o tipo de inteligências dos alunos da turma é, na sua maioria, de natureza interpessoal e os estilos de aprendizagem incidem sobretudo no tipo cinestésico e visual. Atendendo a que alguns alunos manifestam uma inteligência intrapessoal, foi-lhes dada a oportunidade de fazerem o trabalho individualmente. Porém, todos preferiram fazê-lo a pares.

Porém, alguns textos eram longos ou teriam  de ser contextualizados, daí não serem ainda postados.

Assim, como “o caminho se faz caminhando”, muito há ainda a fazer para que o trabalho esteja, de facto, ao serviço da diferenciação pedagógica e todos possam(os) chegar um pouco mais além.

A vossa colaboração será preciosa.

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5 thoughts on “Para que Os Maias não desapareçam em árvore (da) seca!

  1. O trabalho sobre Os Maias foi muito produtivo e original realizado na aula. Foi uma maneira de adquirirmos novos conhecimentos acerca da obra, para, no terceiro período, ser melhor a nossa aprendizagem.

    O blogue da professora está muito apelativo e bem estruturado.
    Assinado: Tatiana Santos e Patricía Santos. 11°1

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  2. “Brown era um homem culto, honesto, tocava piano, muito habilidoso, boa pessoa, calado, asseado, excelente músico. Era inglês, um homem de estatura média e barbas bem feitas. Para além disso, era um homem muito bem aprumado.

    Esta foi uma parte do texto que escrevemos na aula de que gostámos bastante.

    Esperamos poder fazer algo idêntico, depois de vermos a peça sobre Os Maias.

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  3. Daqui fala (ou melhor, escreve) o aluno “intruso” do 11º1 e 11º3, em nome do Reverendo Bonifácio. Ele não gostou de ser excluído da lista, quando o próprio (e grandíssimo) Eça de Queirós lhe dedicou umas linhas especialíssimas nesse enorme (no tamanho e na qualidade) romance editado no ano em que nasceu outro grande escritor português.

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    • Pois, tens razão E ele estava lá, estava mesmo, mas começaram a surgir tantas questões que resolvi deixar o velho gato dormir. Mas quando houver algum post sobre O Reverendo Bonifácio, faço questão que te seja dedicado.
      Quero mesmo é que a turma leia o teu comentário.
      Um abraço
      D.

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  4. Como não gosto de deixar ninguém de parte, aqui vai o texto que escrevi como preparação para a Questão de Aula:
    O gato de angorá, pesado e enorme, branco com malhas louras, era o fiel companheiro de Afonso da Maia, desde que “Tobias”, o soberbo cão são-bernardo morrera. Quando nasceu, chamava-se, apenas, Bonifácio. Depois de chegar à idade do Amor e da caça, foi chamado de “D. Bonifácio de Calatrava”. Quando envelheceu, dorminhoco e obeso, com cauda fofa, entrou no “remanso das dignidades eclesiásticas”, chamando-se, por isso, Reverendo Bonifácio. Afonso, o dono do gato, como já tinha sido referido, era avô de Carlos da Maia, cujo melhor amigo era João da Ega.
    O Bonifácio nasceu em Santa Olávia, um solar em Resende, na margem esquerda do Rio Douro. Representa a vida dos dois varões da família, sendo o local onde Carlos passou a sua infância e Afonso se refugiou, num primeiro momento, após ter sido expulso de casa de seu pai e, posteriormente, depois de o seu filho se ter suicidado. É também o seu local de purificação, sendo esta a simbologia das águas do rio Douro.
    Bonifácio e o varão mais velho da família Maia influenciavam mutuamente os estados psicológicos um do outro, sendo que passavam muito tempo juntos. Afonso costumava ler, sereno e risonho, com o gato aos pés. Após a morte de Afonso, o gato miava dolorosa e saudosamente. Até mesmo depois de Ega o escorraçar, roçou-se nas pernas dele. Por isso, Ega pediu a Vilaça para, naquele dia, dormir no Ramalhete, horrorizado com o choro do gato, que se assemelhava ao de uma pessoa. Passado pouco tempo, o gato morre no lugar onde nasceu, sendo que Afonso decide erigir-lhe um mausoléu, mesmo debaixo das janelas do quarto de seu dono.

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